Áreas de Concentração

Gestão do Conhecimento | Engenharia do Conhecimento | Mídia e Conhecimento

 


 

GESTÃO DO CONHECIMENTO

Coordenador:Andrea Valéria Steil

Ano de início: 2004

 

Descrição:

A gênese da área de Gestão do Conhecimento são as áreas de Gestão de Negócios, Empreendedorismo e Gestão Ambiental criadas no PPGEP/UFSC no início da década de noventa. A criação destas áreas no âmbito da Engenharia de Produção tinham por objetivo a aplicação de métodos e técnicas da Gestão da Inovação Tecnológica à melhoria de eficácia e eficiência de sistemas produtivos autossustentáveis.

Em quatorze anos, foram defendidas 146 dissertações de mestrado e 38 teses de doutorado, no âmbito dessas áreas, focalizando a gestão do conhecimento nas organizações, o que evidenciava a emergência de uma área de concentração no programa. De fato, em 1997 surge a revistaKnowledge Management que, em seu primeiro número, publicou o artigo Knowledge Management: An Emerging Discipline escrito pelo professor Syed Z. Shariq, Senior Research Fellow do IC2 Institute da University of Texas at Austin, no qual o autor enfatizava a necessidade das universidades desenvolverem estudos e pesquisas sobre o processo de criação, codificação, gerenciamento e disseminação do conhecimento nas organizações.

Influenciados por este artigo, uma série de disciplinas foram criadas no PPGEP abordando este tema, com designações variadas: engenharia do conhecimento, gestão da informação, gestão do conhecimento, gestão estratégica do conhecimento, inteligência competitiva, inteligência tecnológica, aprendizagem organizacional, dentre outras. Essas disciplinas tinham como principal objetivo introduzir as bases conceituais-metodológicas para a implantação de uma gestão empresarial baseada no conhecimento, visando a transformação dos conhecimentos individuais em conhecimentos organizacionais. Os conteúdos ministrados focalizavam a gestão do conhecimento, apresentando as suas perspectivas no contexto de uma nova economia. Da mesma forma, as pesquisas realizadas nesta área focalizavam o conhecimento organizacional, a economia, a organização e o trabalhador do conhecimento.

Essas pesquisas permitiram a compreensão e a importância de três pontos fundamentais: as transformações que estão ocorrendo na sociedade atual e que estão levando a humanidade da era industrial para a era do conhecimento; os fatores decisivos que estão provocando essas transformações e a evolução para a era do conhecimento. De fato, procurava-se estudar como o conhecimento e seus ativos estão contidos nos produtos de nosso dia-a-dia, o que são os ativos intangíveis de uma determinada organização e como se processa os desdobramentos de sua valorização no mercado. Por outro lado, constata-se também que a constituição da Gestão do Conhecimento como domínio científico se deu simultaneamente ao crescimento vertiginoso da Internet e da globalização da economia, o que tem provocado uma série de questões que merecem estudos e pesquisas aprofundados, de natureza acadêmica, como é o caso da Gestão do Conhecimento da Sustentabilidade, Gestão do Conhecimento nas Organizações e o Empreendedorismo e Inovação Tecnológica. De fato, essas questões tornaram-se elementos críticos no processo de garantia da sobrevivência das organizações sendo, portanto, linhas de pesquisa desta área de concentração.

 

Perfil do candidato:

A área de Gestão do Conhecimento tem por objetivo a formação de profissionais e pesquisadores responsáveis pela utilização do conhecimento como fator de produção estratégico no gerenciamento de negócios relacionados à economia baseada no conhecimento. Busca-se do candidato formação alinhada à sua proposta de trabalho e que esteja em consonância com uma das linhas de pesquisa escolhida. Neste sentido, espera-se do candidato a formação em nível tecnológico ou gerencial aplicável à gestão do conhecimento (engenharias, ciência da computação, sistemas de informação, ciência da informação, administração, economia). Além disso, profissionais de outras áreas poderão ser aceitos quando seu projeto incluir a aplicação de gestão do conhecimento em seu domínio específico de formação.


 

ENGENHARIA DO CONHECIMENTO

Coordenador:José Leomar Todesco

Ano de início: 2004

 

Descrição:

A gênese da área de concentração Engenharia do Conhecimento é a área Inteligência Aplicada, criada no PPGEP/UFSC no início da década de noventa. Sua criação no âmbito da Engenharia de Produção tinha por objetivo a aplicação de técnicas de Inteligência Artificial à melhoria de produtividade por meio de processos produtivos mais eficientes e eficazes. Em quatorze anos, foram defendidas 125 dissertações de mestrado e 55 teses de doutorado no âmbito da área de Inteligência Aplicada. A pesquisa e desenvolvimento do PPGEP nessa área concentraram-se na concepção e desenvolvimento de técnicas de inteligência aplicada e na aplicação de técnicas de inteligência artificial em diversos domínios do conhecimento e setores.

A constituição da Engenharia do Conhecimento como domínio científico se deu simultaneamente à formação e consolidação da área de Inteligência Aplicada do PPGEP/UFSC. Como disciplina originária da Inteligência Artificial Simbólica, iniciada na década de 60, a Engenharia do Conhecimento teve como principal produto de sua fase inicial os sistemas de conhecimento (i.e., sistemas especialistas, sistemas baseados em conhecimento e sistemas de informação de conhecimento intensivo), cujos benefícios das organizações incluem o aumento de produtividade, preservação de conhecimento, melhoria na qualidade de tomada de decisões, subsídios à capacitação organizacional e a valorização do trabalho (Martin el. al. , 1996).

Os anos noventa trouxeram a intensificação do papel do conhecimento como elemento estratégico nas organizações. Assim, gerar, codificar e gerir conhecimento organizacional tornaram-se tarefas essenciais às organizações. Para atender a essas demandas, novas disciplinas têm emergido, combinando elementos de mais de uma área do conhecimento. Entre elas está a Engenharia do Conhecimento. Para discutir seu significado como área científica, Schreiber et. al. (1999) apresentam uma analogia muito ilustrativa: assim como a engenharia elétrica oferece teorias, métodos e técnicas para a construção de automóveis, a engenharia do conhecimento nos equipa com metodologia científica para analisar e engenhar conhecimento. Esse é o principal objetivo desta área concentração do Programa. Para tal, os objetivos da área de Engenharia do Conhecimento incluem a pesquisa e o desenvolvimento de técnicas e ferramentas para a formalização, codificação e gestão do conhecimento; de métodos de análise da estrutura e processos conduzidos por profissionais em atividades de conhecimento intensivo; e a pesquisa e desenvolvimento de sistemas de conhecimento.

As atividades de pesquisa, formação e desenvolvimento da área de Engenharia do Conhecimento encontram sinergia com as áreas de Gestão do Conhecimento e Mídia e Conhecimento nos seguintes aspectos:

– Pesquisa e desenvolvimento de metodologias de identificação, representação e gestão de conhecimento;

– Aplicação de sistemas de conhecimento à gestão do conhecimento organizacional (formalização, memória e tomada de decisão);

– Aplicação de sistemas de conhecimento à interação homem-máquina, como suporte aos trabalhadores de conhecimento, inclusive na educação;

– Aplicação de sistemas de conhecimento em mundos virtuais interativos visando à melhoria da eficácia e eficiência dos processos de treinamento e capacitação.

 

Perfil do candidato:

A área de Engenharia do Conhecimento tem por objetivo a formação de pesquisadores e profissionais responsáveis pela codificação de conhecimento organizacional. Assim sendo, espera-se do candidato formação em áreas cuja relação com a Engenharia do Conhecimento se dê ao nível tecnológico (engenharias, ciência da computação, sistemas de informação) ou na formulação e aplicação de seus métodos e ferramentas (matemática, física, administração, economia, ciência da informação, biblioteconomia, psicologia e lingüística). Excepcionalmente, candidatos com formação em outras áreas poderão postular participação no curso, quando seu plano de pesquisa incluir a aplicação da engenharia do conhecimento em sua área de especialidade.


 

MÍDIA E CONHECIMENTO

Coordenador:Francisco Antonio Pereira Fialho

Ano de início: 2004

 

Descrição:

A origem da área de Mídia e Conhecimento data do ano de 1995. Esta área, criada no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, teve como missão básica na sua origem o suporte às pesquisas sobre tecnologias emergentes de comunicação e sua aplicação nas áreas de ensino e sistemas de conhecimento. Como tal, respondeu pela formação de aproximadamente 22% dos alunos do PPGEP/UFSC. Atualmente, esta área trata do desenho, desenvolvimento e avaliação de mídia voltada a catalisar a habilidade de grupos de pensar, comunicar, apreender, e criar conhecimento. Esta área não está voltada, exclusivamente, à pesquisa e aplicações baseada em meios digitais, ou tecnológicos em geral.

O papel da mídia e conhecimento tradicional como livros e filmes, e sua relação com a mídia digital é um tópico crítico nas pesquisas da área. De forma organizacional, em termos de linhas de pesquisa, a área de concentração de Mídia e Conhecimento foca a inserção da tecnologia, na pesquisa e extensão, em três ciências básicas: educação, comunicação, e mídia. Em relação à educação, a área de M&C prepara os estudantes para contribuir no desenho, implementação e acesso de inovações educacionais ancoradas no uso de tecnologia. Por meio da imersão nas melhores práticas, pesquisa e teoria, a área permite aos estudantes apreciarem as diversas perspectivas da tecnologia, mídia, ensino e aprendizado, de forma tal a investigar e desenhar modelos tecnológicos pedagógicos baseados na pesquisa, e liderar a implementação e avaliação de inovações baseadas em tecnologias.

A área está fundamentada na convicção de que a as tecnologias podem catalisar melhorias e transformações no aprendizado, e que o estudo de tais ferramentas deve ser inserido no contexto dos fins educacionais a que se propõem satisfazer. Embora os sistemas de captação de informação estejam no âmbito das Ciências da Informação, a viabilidade de se atingir públicos específicos não especializados, por exemplo, de informar advogados sobre o que pensam químicos, químicos sobre o que pensam antropólogos, técnicos de nível médio sobre o pensamento de filósofos (novos ou antigos) envolve competências no trato da linguagem (texto e imagem).

Os compromissos éticos e as ameaças (as deformações geradas pelo marketing, o mau uso político da informação, os desvios que implicam prejuízo para pessoas ou instituições) são focos da pesquisa na educação à distância, comunicação e jornalismo modernos. Estão em jogo questões relacionadas à filosofia da ciência, à epistemologia do jornalismo e mídia tecnológica (como forma de conhecimento não-especializada ou segmentada do mundo), às teorias da cognição, à sociologia da comunicação, às técnicas e equipamentos de produção desse tipo de mensagem e às teorias que as subministram (relevância, jogos, incerteza, protótipos), bem como os princípios básicos do raciocínio e suas distorções (falácias, argumentação etc.).

 

Perfil do candidato:

A área de Mídia e Conhecimento tem por objetivo a formação de profissionais e pesquisadores responsáveis pela geração e disseminação do conhecimento nas organizações e na sociedade em geral. Espera-se do candidato formação em nível tecnológico ou social relacionada à mídia e conhecimento (engenharias, ciência da computação, sistemas de informação, ciência da informação, comunicação social, jornalismo, expressão e design gráfico). Além disso, profissionais de outras áreas, como pedagogia e psicologia, poderão ser aceitos quando seu projeto estiver relacionado à geração e à disseminação do conhecimento.